18 de janeiro de 2011

Mesmo consideradas com 'mais habilidades' mulheres mães tem cada vez menos vagas no mercado de trabalho


As oportunidades para o ingresso das mulheres com filhos no mercado de trabalho estão se restringindo com velocidade cada vez maior.

O medo dos empregadores em contratar mulheres que possam tirar licença-maternidade para dar à luz a outro filho ou que estejam desatualizadas profissionalmente faz com que as portas se fechem.

Pesquisa da Regus, empresa especializada em soluções para o espaço de trabalho, registrou queda de 44% para 36%, entre o ano passado e 2011, no percentual de empresas que pretendiam contratar profissionais com filhos.

Segundo a empresa, as estatísticas preocupam principalmente grupos e associações de mulheres, já que, de modo geral, as estimativas de contratações no fim de ano costumam ser favoráveis nessa época acelerada da economia global.

Desaceleração
O cenário se tornou ainda mais defasado na relação mulheres e empresas. Anteriormente, as pesquisas indicavam que 45% das empresas em todo o mundo pretendiam fazer novas contratações em 2011.

No Brasil, onde 57% das empresas pretendem aumentar seu pessoal, essa tendência é ainda mais evidente, com somente 38% delas declarando seus planos de contratar mais mulheres que são mães.

Comprometimento
Dos empregadores que possuem algum receio em contratar mulheres com filhos, cerca de 37% entendem que essas novas funcionárias podem mostrar menos comprometimento e flexibilidade do que os demais.

Para 33%, o medo é de que elas larguem o emprego logo após o treinamento, para terem outro filho, enquanto, para 24%, o receio é de que essas mulheres iniciem suas tarefas completamente desatualizadas.

"Não deveria ser surpresa constatar que, no atual cenário da economia, ainda existem alguns preconceitos nesse sentido e que algumas empresas contribuem de forma negativa e antiquada no mercado de trabalho atual", afirma a diretora da Regus no Brasil, Janaína Nascimento.

No Brasil, por exemplo, as principais preocupações giram em torno da possibilidade de elas tirarem licença-maternidade para dar à luz outro filho (39%) e de estarem desatualizadas profissionalmente (29%).

O outro lado
A conjuntura no mercado de trabalho, no entanto, não é totalmente pessimista. Conforme apurou a pesquisa, 72% das organizações declararam que as empresas que ignoram mães que voltam a trabalhar em meio período estão perdendo uma excelente oportunidade do grupo de profissionais à disposição no mercado.

Para 56% dos executivos, as profissionais com filhos possuem habilidades difíceis de serem encontradas no mercado de trabalho no momento.

Outras 57% declararam que valorizam profissionais que voltam ao trabalho após o período da licença-maternidade, porque elas oferecem experiência e bom conjunto de habilidades, sem exigir uma faixa salarial muito alta.

No Brasil, a parcela de mulheres com filhos que não exige grandes salários esteve abaixo da média global (47%), o que pode indicar que essas profissionais têm mais chances de serem bem remuneradas pelo seu trabalho.

17 de janeiro de 2011

Hospital Pérola Byington: crianças e adolescentes são maioria nos atendimentos de agressão sexual


Confiança no serviço de saúde de referência e maior divulgação sobre violência sexual contra crianças e adolescentes na imprensa têm encorajado muitas pessoas a denunciar os casos de abuso sexual infantojuvenil e a procurar atendimento médico e psicológico. Esta é a avaliação de Sandra Regina Garrido, diretora técnica do Serviço Social do Hospital Pérola Byington, em São Paulo. Embora o local seja popularmente conhecido por tratar da saúde da mulher, nos últimos dois anos, 75% do total de atendimentos foram para crianças e adolescentes – sendo cerca de 15% para meninos.

Deste total, vem crescendo o número de crianças vítimas de abuso menores de doze anos. Em 2008, elas representavam 47% dos casos de agressão sexual; em 2009, o número subiu para 51% e, só no primeiro semestre deste ano, já são 54% dos atendimentos. “Estes dados não significam que tem aumentado o número de abusos em São Paulo, mas sim que as pessoas estão tendo mais acesso a informações e tomando coragem para buscar ajuda, o que não acontecia antes quando tudo era velado”, afirma Sandra Garrido.

Segundo Sandra Garrido é um grande passo conseguir denunciar e romper a barreira do silêncio, porque geralmente o agressor faz ameaças contra a criança ou a compra com balas, doces ou outros atrativos. “Há pessoas que só têm coragem de enfrentar o problema, depois que veem o ciclo se repetindo, com outra criança da família sendo abusada”, conta a assistente social.

Na opinião da especialista, depois de 20 anos da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, alguns avanços ocorreram, como a melhoria de algumas políticas públicas, mas ainda há muito a fazer para evitar o problema. Ela sugere que uma das maneiras de trabalhar pela prevenção seria mobilizando grandes campanhas dentro das escolas, informando e orientando alunos e familiares. Por estarem em contato direto com as crianças e adolescentes, os educadores têm um importante papel no enfrentamento do abuso sexual infantojuvenil.

Documentário sobre o orgasmo discute os mitos do prazer feminino



A edição de vídeos eróticos para um laboratório farmacêutico foi o ponto de partida da jornalista Liz Canner, que durante o trabalho começou a questionar como a indústria dos medicamentos trata o prazer feminino. A fábrica estava envolvida na produção do primeiro Viagra para mulheres, e Liz começou a acreditar que os médicos estavam inventando uma doença para vender remédios.

Assim nasceu o documentário Orgasm Inc., sobre os bastidores das campanhas de marketing da indústria farmacêutica e a forma como as mulheres lidam com o próprio prazer.

– Estava cansada de falar sobre pobreza, assassinatos e crises econômicas. Queria algo que me desse prazer. E o que é melhor do que investigar as formas de aumentar o meu próprio prazer e também ajudar mulheres em todo mundo? – disse Liz à rede de notícias ABC.

No documentário, a jornalista investiga de onde vêm os bilhões de dólares gasto anualmente pelas farmacêuticas para criar soluções que tratem as disfunções sexuais femininas. Também discute até que ponto a falta de desejo é realmente um problema.

– Não queria fazer uma denúncia, mas percebi que as revistas, os jornais e a equipe de marketing dos grandes laboratórios estão criando uma cultura na qual as mulheres estão sempre insatisfeitas com sua sexualidade, achando que precisam fazer mais sexo e ter mais orgasmos o tempo todo.

Uma das histórias que mais chamam a atenção no filme é a de Charletta, uma mulher de meia-idade que concorda em colocar eletrodos em sua coluna para aumentar a frequência dos orgasmos.

Para Liz, os obstáculos do prazer não costumam ser hormonais, mas sim psicológicos, e é por isso que é tão difícil criar um remédio que aumente o prazer feminino.

– Durante a pesquisa, percebi que a libido das mulheres cai por causa do excesso de trabalho, relacionamentos ruins, falta de informação e abusos sexuais. Quem tem autoridade para dizer o que é um orgasmo normal?

14 de janeiro de 2011

Contra o aumento: resistência!

A Frente de Luta pelo Transporte fará um novo ATO contra o aumento. Mas dessa vez será diferente, a manifestação acontecerá junto com o funcionamento da cidade, ou seja, em plena manhã. É preciso mostrar a insatisfação, fazer-se ouvir. E é por isso que a Frente convoca a todos para o Ato de Quarta (19), na frente da Prefeitura de Joinville.

Além do Ato, veja toda a programação de atividades da Frente e compareça. Aqui No Zarcão.

Venha 'mudar o transporte, fazer a cidade'.

O GEPAF apoia e divulga os atos da Frente de Luta pelo Transporte.

13 de janeiro de 2011

Projeto prevê punições a policiais que não adotarem medidas para proteger mulher vítima de violência

Por Elina Rodrigues Pozzebom / Agência do Senado

A autoridade policial que não adotar as medidas necessárias quando receber denúncia de violência contra a mulher poderá sofrer punições. É o que determina projeto (PLS 14/2010) da ex-senadora e atual governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), que continuará a tramitar no Senado durante a 54ª Legislatura, a iniciar-se em fevereiro de 2011.

O texto, que altera a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), estabelece pena de detenção de seis meses a dois anos para a autoridade policial que não tomar as medidas necessárias quando tiver conhecimento de prática de violência doméstica e familiar contra a mulher ou mesmo quando apenas souber de risco à sua integridade.

Segundo a autora, há casos em que a autoridade policial não observa as providências legais que devem ser executadas para proteger a mulher em iminência de sofrer ou que já tenha sofrido violência doméstica.

Entre as medidas já estabelecidas pela lei, que devem ser adotadas pelos policiais, estão a garantia da proteção e a comunicação de imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário; o encaminhamento da vítima ao hospital e ao Instituto Médico Legal; e o fornecimento de transporte para a mulher e seus dependentes até local seguro. O policial também deve, de imediato, lavrar o boletim de ocorrência após ouvir a mulher e colher todas as provas, remetendo-os, em até 48 horas, ao juiz, com pedido para a concessão de medidas de proteção de urgência.

A matéria aguarda análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá Decisão TerminativaÉ aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis..

Cirurgia reparadora

Outro projeto que altera a Lei Maria da Penha e continuará tramitando na próxima legislatura é o PLS 139/10, apresentado pelo senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), que acrescenta inciso para garantir o direito da mulher vítima de violência doméstica à cirurgia plástica reparadora. A proposta também estabelece prioridade de atendimento no âmbito da rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). O PLS 139/10 deverá ser analisado pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Assuntos Sociais (CAS), nesta em caráter terminativo.

O texto é quase idêntico ao do projeto de lei da Câmara (PLC 112/09), do deputado Neilton Mulim (PR-RJ), que obriga o SUS a pagar por cirurgias plásticas de reparação em mulheres que tenham sequelas de violência doméstica. Pelo texto, que tramita em caráter terminativo na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), os hospitais e os centros de saúde deverão informar às vítimas de violência sobre o direito à reparação gratuita.

11 de janeiro de 2011

Nova ministra dos Direitos Humanos defende os direitos LGBT em discurso de posse

Em 07/01/2010


A ministra Maria do Rosário (PT-RS), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), recebeu na ultima segunda-feira (3) o cargo do ministro Paulo Vannuchi, em cerimônia realizada na sede da SDH, em Brasília.

A nova ministra elogiou o trabalho de seu antecessor pelo "excelente trabalho realizado". Em sua fala a ministra traz a preocupação com a população vulnerável, citando o psicanalista Carl Jung, prometeu não descansar para assegurar os direitos desse grupo.

Declara, ainda, que em seu mandato irá lutar pela aplicação do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH III), que destaca as questões da criminalização da homofobia, união civil e adoção para LGBT.
Maria do Rosário assegura em seu discurso que irá trabalhar por um Brasil "livre do preconceito e das discriminações". A ministra ressalta a importância da luta contra a intolerância: "Não descansaremos diante da intolerância, base para os crimes de ódio praticados contra os homossexuais. É uma responsabilidade nossa integrarmos ações para a promoção dos direitos da população LGBT com a garantia da igualdade dos direitos civis de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em relação a toda a sociedade", declarou Maria do Rosário.

Para ler o discurso da ministra na integra clique aqui.

Vamos acompanhar...

Homem é preso por estupro em ônibus em SC

Em tempos em que o fim da violência contra mulher é campanha constante na internet, os crimes continuam a figurar nas machetes jornalísticas. A seguir, matéria que saiu no último dia 7, no jornal A Notícia.

Homem é preso por estupro após ter molestado passageira em ônibus na BR-116
Segundo a polícia, ele tocou as partes íntimas da mulher enquanto ela dormia


Um homem de 32 anos foi preso por ter praticado o crime de estupro dentro de um ônibus na madrugada de quarta-feira (05), por volta de 4h40min, em Ponte Alta, na Serra catarinense. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele teria molestado uma passageira durante uma viagem entre Curitibanos e Lages na BR-116.

Procurada pela reportagem do Diário Catarinense, a empresa explicou que a mulher viajava de ônibus com o namorado. Mais tarde, ele se levantou e foi sentar em uma outra poltrona vaga no para que eles tivessem mais espaço para descansar. Quando a passageira dormiu, outra pessoa teria tentado se passar pelo namorado dela.

De acordo com informações da Polícia Civil, o homem teria acariciado partes íntimas da mulher enquanto ela dormia. No momento em que ela percebeu o que estava acontecendo, falou com o motorista do ônibus, que parou imediatamente no posto policial.

O homem acabou preso e levado para a Central de Polícia Civil de Lages. Segundo a empresa, funcionários acompanharam o caso.

Nova lei do estupro

A nova lei do estupro, aprovada em 2009, define o crime hediondo como: "constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso".
A pena prevista varia de seis a 30 anos de reclusão.